Crise

Nunca desperdice uma crise

Quando vivemos uma crise, temos a oportunidade de criar uma mudança. Uma crise vem para nos sinalizar que aquele não é o melhor caminho. Podemos criar novos caminhos, novas oportunidades. Tenha a habilidade de sair de uma crise e crescer com ela.

Exercite seu olhar positivo mesmo em momentos difíceis e faça sua vida melhor. Faça no seu dia a dia:

– aprecie o Belo

– medite- tenha um tempo em silêncio

– pratique a corrente do bem

– exercite-se todos os dias um pouquinho

– elogie-se

– durma mais cedo e agradeça mais.

Aspectos legais da adoção

O instituto da adoção sempre esteve presente na legislação pátria, que, no entanto, concedia tratamento diferenciado aos filhos adotados. A absoluta igualdade e a proibição de designações discriminatórias só vieram com a Constituição de 1988 (art. 227, § 6º).

Dois tratados internacionais incorporados à legislação brasileira abordam a adoção: A Convenção Relativa à Proteção das Crianças e a Convenção de Haia.

O Estatuto da Criança e do Adolescente regula a adoção de crianças e adolescentes, sendo que o Código Civil determina que a adoção de maiores de 18 anos de idade depende de sentença judicial, com aplicação das regras do ECA.

O ECA trouxe uma mudança de concepção. Deixou-se de priorizar o interesse dos adotantes por um filho. Passou-se a reconhecer o primado do direito das crianças e adolescentes de terem uma família. Porém, todas as alterações que se seguiram não emprestaram a agilidade que o assunto merece. Privilegia o vínculo biológico e reconhece a adoção como última solução. Com isso se perpetuam as tentativas de manter os filhos junto à família natural, o que leva a permanecerem anos abrigados nas instituições.

Fato é que, de forma repetitiva, a lei prioriza e incentiva a permanência de crianças e adolescentes no âmbito da família biológica. O ECA também repete a preferência pela família natural, sem atentar que o comando constitucional assegura à criança e adolescentes direitos à convivência familiar. O equívoco é evidente. Essa expressão não significa família consanguínea. Quando alguém entrega um filho à adoção é porque não tem como permanecer com ele, nem sua família tem condições de acolhê-lo. E, quando uma criança é retirada da convivência dos pais, significa que a própria família nada fez para protegê-la. Não manifestou qualquer interesse em assumir a responsabilidade de criá-la.

Fonte: Dias, Maria Berenice, Filhos do Afeto – 3. ed. rev. ampl. e atual – São Paulo: Editora JusPudium, 2022

ECA, Estatuto da Criança e do Adolescente.

Adoção – tema sensível

Já sabemos que a forma como está regulamentada a adoção no brasil simplesmente não funciona. A burocracia é tanta que, durante anos e anos crianças e adolescentes são mantidos em Instituições, verdadeiros depósitos, enquanto amargam a rejeição de serem reinseridos na família biológica ou numa família que os queira adotar.

Quando finalmente são disponibilizadas para adoção, tornam-se inacessíveis. Ninguém tem acesso a eles, nem quem está habilitado a adotá-los. As crianças crescem e se tornam inadotáveis. Expressão feia, mas ninguém as quer. Chegam ao abrigo bebês e saem quando atingem a maioridade sem qualquer preparo para viver em sociedade.

A quem responsabilizar pelo negligente abandono a que submete o seguimento mais vulnerável da sociedade: crianças e adolescentes sem pais, sem família? Ninguém os cuida como merecem e nem é dada a eles a chance de ter uma família para chamar de sua.

Bibliografia:

DIAS, Maria Berenice. Filhos do afeto

ADOÇÃO

Continuemos a falar de adoção.

Quando se entrega o filho para adoção o desejo da mãe é que alguém o assuma como seu. Não quer vê-lo em um abrigo. Entregar um filho a quem o queira configura adoção direta (ECA, arts. 50, § 13 e 166). Mas o Ministério Público, ao tomar conhecimento, ingressa com pedido de busca e apreensão sem avaliar a situação em que a criança se encontra e se estar naquela família atende seus interesses, ou não. A criança vai para um abrigo e muitas vezes fica por lá anos, à espera de um lar que a adote.

A forma como está regulamentada a adoção no Brasil nunca funcionou. Leis são editadas cada vez mais rígidas. Cadastros e mais cadastros são criados na tentativa de aproximar filhos à espera de pais e pessoas que os querem para filhos.

Tanta burocracia faz com que, crianças e adolescentes sejam mantidos em abrigos por muitos anos.

Estudiosos do tema alertam que, crianças e adolescentes que ficam institucionalizadas por muitos anos não conseguem desenvolver um apego saudável e terão dificuldades nas interações sociais. Desenvolvem padrões de apego inseguro, agressividade, isolamento, sentimento de rejeição, baixa autoestima, ansiedade, depressão, devido à instabilidade e inabilidade das relações interpessoais construídas na instituição. Essa é uma realidade que muitos não veem. As crianças estão guardadas, não têm voz, não podem se rebelar.

De outro lado, o tempo de espera de quem deseja adotar um filho é longo demais. O procedimento de habilitação demora mais que o tempo de gestação.

Todo filho merece proteção e garantia de direitos, sendo o principal deles ter pais dispostos a amá-los. Pais preparados para lidar com sua história, seus traumas. Pais que serão porto seguro capaz de abrigar quaisquer medos ou reflexos do passado que a criança possa vir a ter.

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Relacionamentos prósperos

A grande maioria das pessoas busca na vida um grande amor. O amor é considerado a emoção suprema e não é por acaso que a vida, quando compartilhada, pode nos trazer surpresas maravilhosas! Momentos de felicidade, cumplicidade, amizade, conforto emocional, propósito e sentido são alguns dos inúmeros ganhos que temos em uma vida a dois.

No Brasil, estima-se que mais de um milhão de pessoas se casam por ano, fora as relações estáveis e pessoas que decidem viver juntas sem formalizar a união. A maioria delas busca, em comum, a felicidade. Seja a dois ou a sós. E, não estamos todos na busca de vivenciar um amor saudável, feliz e forte quando estamos num relacionamento? De fato, relacionamentos amorosos podem ser uma de nossas maiores fontes de felicidade na vida. Mas podem ser grandes fontes de infelicidade, também, quando não são vivenciados de forma saudável.

A psicologia tradicional focou em responder, durante muitos anos, a seguinte pergunta:

“Por que tantos relacionamentos a longo prazo falham?” Existem boas respostas:

– Porque ficar com uma pessoa só é muito difícil;

– Porque a novidade é sempre mais interessante;

– Porque hoje, no mundo moderno a separação é aceitável, é mais fácil que no passado…

Porém, a Psicologia Positiva reformula a pergunta:

“O que faz alguns relacionamentos darem certo e crescerem com o tempo?”

Apesar da média de divórcios ser catastrófica, esses relacionamentos existem! Você conhece pelo menos 1 ou 2 casos assim. Pessoas que ficaram casadas por mais de 50 anos, até o dia que um deles morreu. Pra quem viveu esse exemplo, com certeza é uma das lembranças mais bonitas, ver um olhando para o outro com um olhar de admiração. Esses casais vivem conflitos? Claro que sim! Discordam às vezes, mas se permaneceram juntos foi porque tiveram um relacionamento saudável, com diálogos e que cresceu com os anos.

Há relacionamentos que se tornam melhores, mais fortes após o casamento. Eles existem.

E, se existem, como fazer para se ter um relacionamento assim? Estude relacionamentos felizes, pesquise os casais que estão juntos há anos, com amor sincero um pelo outro. Que se olham com admiração e cumplicidade. Foque neles! Se buscar pela média, a média não irá lhe ajudar, pois o que vemos é muita infelicidade, divórcios, infidelidade. Aprenda com o que funciona.

Para fazer um relacionamento dar certo é preciso muito mais do que encontrar a pessoa certa! É preciso:

• Investir um no outro: Colocar tempo e esforço no relacionamento.

• Conhecer e ser conhecido: Se abrir, se revelar e conhecer realmente o outro.

• Apreciar o positivo: Não tomar o que tem de bom no relacionamento como algo garantido.

• Comunicação: a forma pela qual nos comunicamos nos conflitos e nos momentos positivos afeta muito a qualidade de nossas relações.

• Permitir conflitos: Dê espaço aos conflitos, como se dá espaço à alegria.

• Autoestima: Tão importante quanto os cuidados com a relação, é o auto cuidado. A autoestima é um dos pilares mais importantes das relações interpessoais e tem uma relação direta com a qualidade dos relacionamentos.

Nas palavras de Tal Ben-Shahar: “O componente mais importante e desafiador de uma relação feliz não é encontrar a pessoa certa, mas sim cultivar a relação escolhida.”

Feliz dia dos namorados!

ADOÇÃO DIRETA

Moisés foi adotado pela filha de Faraó. Rômulo e Remo, fundadores de Roma, foram criados por uma loba. Estes fatos, verdadeiros ou não, nos mostram que mães abrem mão de seus filhos quando não têm meio de mantê-los consigo.

É fácil imaginar a enorme angústia de quem engravida, em um momento da vida em que a gravidez não podia acontecer. E, se a mãe entrega seu filho para adoção, o desejo dela é que alguém o assuma como seu, e não que ele vá parar num abrigo.

Entregar o filho a alguém que o queira configura a chamada ADOÇÃO DIRETA, que a lei não proíbe (ECA, art. 50, § 13 e 166), porém, o Ministério Público, ao tomar conhecimento do acontecido, ingressa com pedido de busca e apreensão sem avaliar a situação em que a criança se encontra e se estar naquela família atende seus interesses, ou não. A criança vai para um abrigo e muitas vezes fica por lá anos, à espera de um lar que a adote.

A forma como está regulamentada a adoção no Brasil não funciona. Leis são editadas cada vez mais rígidas. Cadastros e mais cadastros são criados na tentativa de aproximar filhos à espera de pais e pessoas que os querem como filhos.

Tanta burocracia faz com que, crianças e adolescentes sejam mantidos em abrigos por muitos anos. Por lá crescem e quanto mais crescem, maiores são as dificuldades de convivência com quem deseja adotá-las. São crianças e adolescentes que não conseguem desenvolver um apego saudável, com grandes dificuldades de interação social. Essa é uma realidade que muitos não veem.

Abrace o erro

“O maior erro que um homem pode cometer é ter medo de cometer um”George Eliot

Não existe outra forma de aprender, se não pelo erro. Quando crianças, sabemos disso! E quando chegamos a uma certa idade colocamos uma fachada: “não posso errar”, “não posso cair”, “as pessoas não podem me ver falhar”.

Pesquisa feita por Simonton (1999) sobre a origem dos gênios como os cientistas e artistas mais famosos da história, aponta que as pessoas de maior sucesso são também as que mais vezes falharam. Não é coincidência que Tomas Edson, o cientista mais genial e produtivo da nossa era, é também o que mais errou. A pesquisa apontou, também, que Da Vinci e Michelangelo falharam muito.

Outro exemplo de uma pessoa que podemos descrever como um verdadeiro perdedor: ABRAHAM LINCOLN – o melhor presidente que os EUA já teve passou pelo caminho das falhas:

– Com 22 anos perdeu o emprego; – 23 anos tentou entrar para política e falhou; – 24 anos tentou voltar para o mundo dos negócios e falhou; – 27 anos teve um colapse nervoso; – 34 anos se candidatou para o congresso e perdeu; – 39 anos perdeu novamente; – 46 anos tentou o senado e perdeu novamente; – 47 anos, foi candidato a vice-presidência e perdeu novamente; – 50 anos, tentou o senado de novo e perdeu; – 51 anos se tornou o 16˚ presidente dos EUA.

Pessoas que “abraçam o erro” são mais felizes, têm mais sucesso, são mais calmas, tem melhores relacionamentos. Foi o que a Psicologia Positiva descobriu até aqui! Elas não estão se esforçando para manter uma fachada perfeita! São elas mesmas tentando aquilo que desejam alcançar, como a criança que cai e quer aprender a andar!

“Precisamos aprender a falhar, ou falhar para aprender”! Vale a reflexão.

Idoso e detalhes

O mundo se restringe para os idosos, mas cresce em abundância dos detalhes.

Como encarar o que não fizemos e o que não dá mais tempo de fazer pois o que nos resta, agora, é x tempo? Com a idade chegando, como conviver com a velhice?
Entenda pelo lado positivo.
– Estamos vivos pós pandemia e ganhar idade é ganhar um pouco mais de visão, uma visão mais calma, mais desacelerada, celebrando dia a dia a vida.
– Aí entra a gratidão: agradeça pelo copo d’agua, o banho que você tomou, agradeça por estar andando, levantando, se mexendo.
Permita-se ser humano, porque as rugas aparecem e está tudo bem; fazem parte do viver e viva da melhor forma possível como as vovós que fazem crochês, pintam porcelanas, passeiam, se divertem, cuidam dos pequenos detalhes da casa que é onde elas conseguem circular, se mexerem.
O mundo se restringe para o idoso – é fato, mas cresce na abundância dos detalhes. Enquanto isso, foque na gratidão, no positivo e passará tranquila pelas dificuldades da idade, aprendendo.

Emoções

“Emoções negativas intensificam quando tentamos reprimi-las. Ao invés de lutar contra elas permita que elas fluam por você.”

Então… nunca reprima uma emoção negativa. Cada emoção tem seu papel importante, seja raiva, tristeza, frustração, nojo, e até inveja que, apesar de ser feio de ser sentida é muito comum no ser humano.

Reconheça, incondicionalmente, todas as suas emoções e se dê permissão pra ser humano aprendendo a lidar com todas elas.

O futuro das profissões

Pesquisas apontam probabilidades de 700 profissões catalogadas serem substituídas por máquinas, ou seja, pela Inteligência Artificial.

E pasmem, o terapeuta recreativo está no número um para permanecer “vivo” profissionalmente, bem como as pessoas com habilidades manuais e musicais.

Pesquisas apontam três critérios para se ter chances nesse tempo futurista.
1 – percepção e manipulação: habilidades dos dedos, mãos.
2 – inteligência social: traquejo para lidar com massas, muita gente.
3 – criatividade: desenvolver novas habilidades, novos produtos. (grandes empresas serão de fundo de quintal).

FICA A DICA: a criatividade será o grande diferencial. Faça diferente. Leia, estude o tempo todo. Seja um aprendedor e educador.
“Seja a diferença que o mundo precisa”.

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